Pinheiros é o bairro mais
antigo de São Paulo. Situa-se ao sudoeste
da cidade, ao longo do rio Pinheiros. Tem por
centro de seu núcleo principal o largo
de mesmo nome. Seu nome é devido às
grandes extensões de pinheiros nativos
(araucária brasilienses) que ali existiam.
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1942
– IGREJA DE PINHEIROS - DEMOLIDA
EM 1944
COLEÇÃO :FRANCISCO CARLOS
DELGADO |
Teve sua origem no século XVI, quando
os indígenas tupis do campo deixaram
Piratininga devido a concorrência dos
portugueses que lhes ocupavam as terras, e ali
estabeleceram uma nova aldeia, onde hoje se
situa o largo central do bairro. Desde então,
novas aldeias foram criadas e algumas fundadas
pela providencia do padre José de Anchieta.
Algumas delas são: Aldeias de São
Miguel, Itaquaquecetuba e Nossa Senhora dos
Pinheiros. Os índios lavravam nas aldeias
dos padres e dependiam dessas terras para seu
sustento. Quem administrava essas terras geralmente
eram capitães escolhidos pelos oficiais
da Câmara.
No decorrer do tempo, alargara-se o domínio
territorial dos nativos, porém diante
da má administração das
aldeias pelos “capitães brancos”
(que mais exigiam dos nativos do que lhes davam)
as aldeias foram se despovoando, a ponto de
1681 habitarem na aldeia de Pinheiros apenas
16 indivíduos.
Somente em 13 de Agosto, quando um índio
foi nomeado para tomar conta da aldeia, a população
local cresceu. Muitos anos se passaram desde
então, e tendo desaparecido a aldeia,
ficaram os índios com plena liberdade
para morarem onde bem lhes conviessem. No entanto
seus remanescentes viviam na mais profunda miséria,
ao redor da igreja. Em Dezembro de 1819 já
não existia mais em Pinheiros um único
descendente dos antigos tupis; a população
dessa aldeia foi várias vezes renovada
e algumas vezes foi aniquilada.
Somente a partir de 1930 deu-se início
à real expansão populacional de
Pinheiros, acompanhando o crescimento da capital
paulistana.
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1922
– IGREJA DO CALVÁRIO
- RUA CARDEAL ARCOVERDE COM PRAÇA
BENEDITO CALIXTO
COLEÇÃO : IGNÁCIO
DE ANDRADE |
Uma grande massa de população
que chegava ao bairro, se dirigia com o objetivo
de se ocuparem e efetuarem compras no grande
centro comercial que funcionava. Dentre as muitas
raças que se fixaram, destaca-se um elevado
número de japoneses e de seus descendentes,
os quais tomam parte, juntamente com os nacionais,
em todas as atividades do bairro.
Embora perdendo grande parte de seu território
para a formação dos bairros de
Cerqueira César, Vila Madalena e Jardim
das Bandeiras, foi a criação da
vila Cerqueira César um dos fatores positivos
para que Pinheiros viesse a ser envolvido no
todo da grande metrópole.
Obras que deram impulso ao desenvolvimento
do bairro:
A sociedade Hípica Paulista
Em 1921 foi transferida a sociedade Hípica
Paulista ao bairro de Pinheiros.Porém,
esta organização modular já
fora fundada a dez anos antes na residência
do Dr. Carlos Botelho.
Em 1913 foi iniciada oficialmente sua atividade.
A partir de então começaram os
concursos hípicos oficiais programados
pela Sociedade, que foi se expandindo tão
rapidamente que não mais encontrou possibilidade
de manter-se no Jardim da Aclimação.
Foi aí que sua diretoria adquiriu em
Pinheiros um lote de terras para iniciar um
novo projeto.
Diante de brilhantes concursos hípicos,
torneios internacionais e festas da elite paulistana,
o bairro de Pinheiros se tornara cada vez mais
movimentado, trazendo enorme multidão
de toda São Paulo que contribuíram
para colocar o bairro em evidência.
O Mercado
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1929
-INTERIOR DO MERCADO DOS CAIPIRAS
- PRÓXIMO AO LARGO DE PINHEIROS
COLEÇÃO: JURANDIR GOLDSCHIMIDT |
No dia 10 de Agosto de 1910 foi inaugurado
o “Mercado dos Caipiras”, como passou
desde logo a ser conhecido, pois os produtores
que ali compareciam para vender suas mercadorias
eram sitiantes, os caipiras.
Dia 20 de Setembro, o prefeito do município
Antônio Prado promulgou leis onde seria
aberto um mercado rural em Pinheiros com regulamento
e taxas do mercado de tropeiros.
Ali eram vendidas, além de mercadorias
comuns, fazendas, sítios, chácaras,
terras agrícolas e de criação,
colheitas, animais vivos, tijolos, telhas, pedregulhos,
areias, madeira, etc.
Com a doação de terra em frente
a capela dos Pinheiros o mercado foi construído
com a área de 4. 842 metros quadrados.
Este foi mais um passo para o desenvolvimento
do bairro.
A Cooperativa Agrícola de Cotia
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1947
– FACHADA COOPERATIVA AGRÍCOLA
DA COTIA COLEÇÃO
:FAMÍLIA IASÍ |
Um dos grandes fatores do desenvolvimento das
atividades comerciais do bairro, já iniciado
com abertura de um mercado, foi a instalação
ali da Cooperativa Agrícola de Cotia.
Ela se dedicava ao cultivo de batatas fornecendo
seus produtos ao mercado de Pinheiros. Porém,
diante da dificuldade de transporte com a quantidade
grande de produtos a serem exportados para o
mercado, foi criado um depósito em frente
ao mercado de Pinheiros, onde foi se desenvolvendo
no decorrer dos anos até quando outras
secções foram instaladas para
novos produtos e criação de outros
departamentos, tais como sedes esportivas, escolas,
pensionatos escolares, aviários para
cooperados e mesmo residências para estes.
A Cooperativa Agrícola de Cotia
A Cooperativa Agrícola Paulista tem
refletido de maneira poderosa no desenvolvimento
do bairro de Pinheiros, onde, além da
sede e junto a esta, encontra-se um dos depósitos
de vendas, comerciando no atacado e no varejo.
Responsável no bairro pela grande movimentação
de sua zona atacadista, uma parcela bem pujante
do movimento financeiro local a ela deve ser
atribuída.
Transportes, Luz e Água
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LARGO
DE PINHEIROS – INÍCIO
DO SÉCULO XX
COLEÇÃO : JURANDIR GOLDSCHIMIDT |
Três fatores indispensáveis ao
progresso de um bairro constituem-se em: transportes,
luz e água. Assim, não poderia
o bairro de Pinheiros desenvolver-se sem que
até lá atingissem os trilhos da
Light and Power.
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1929
– DESEMBARQUE DE PASSAGEIROS
- FAZIA O TRECHO ANHANGABAÚ AO LARGO
DE PINHEIROS
COLEÇÃO :JURANDIR GOLDSCHIMIDT |
Diante da dificuldade de transporte mais precário
(como os bondes) e a necessidade dos moradores
do bairro de se dirigirem ao centro da cidade,
passara o bairro ser atendido por larga frota
de auto ônibus pertencentes a grande número
de empresas, entre as quais , além da
Companhia Municipal de Transportes Coletivos,
Empresa Vila Ipojuca, Empresa Auto Aviação
Taboão Ltda, etc. A circulação
cresceu tanto que abrangia desde quase todos
pontos da cidade, até linhas de ônibus
intermunicipais e interestaduais.Não
tão rápida a chegar, como os veículos,
a iluminação elétrica das
ruas só atingira a Pinheiros a 30 de
outubro de 1915. Mas foi ele o primeiro, na
capital de São Paulo, a receber iluminação
de gás de mercúrio.
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1911
– PORTO DE AREIA DE VELOSO - RIO PINHEIROS
– FIM DA RUA SÃO JOÃO
(RUA PAES LEME)
DAQUI SAIRAM AS AREIAS QUE SERVIRAM PARA
CONSTRUIREM OS PRIMEIROS EDIFÍCIOS
DA CIDADE DE SÃO PAULO (CASO DO EDIFÍCIO
MARTINELLI)
COLEÇÃO : IGNÁCIO
DE ANDRADE |
Fonte: www.pinheiros.com.br
Pesquisa das fotos: Florêncio Borges |